Inverno 2016 – Gender-bender

29 abr 2015

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Tradução livre: além do gênero

Os últimos desfiles revisitaram o tema e o debate gera polêmica no mundo fashion. Com certeza está influenciando e será forte tendência para o inverno 2016. Fique atento!

Em muitos desfiles você não sabia quem era o menino e quem era a menina, propostas de roupas iguais para ambos os gêneros influenciam até a postura do ponto de venda.

Pois é, algumas lojas de grande porte já estão revendo a sua segmentação e as exposições das peças na área de vendas já não seguem mais o feminino/masculino, são peças de roupas, de moda que traduzem comportamento e atitude e podem ser usadas por quem às quiser independente do gênero. Claro que ainda leva um tempo para este conceito chegar à massa. Mas vai chegar, acreditem!

As peças em alfaiataria e as cores neutras ganham espaço com este movimento.

“Saias para homens, ternos para mulheres e as linhas que definiam o masculino/feminino vão se apagando. Mas a discussão atual é bem maior e vai além”, observa a analista cultural Carolina Althaller. Ela explica que essa, digamos, nova fase da discussão sobre a neutralização dos gêneros na moda eclodiu há cerca de cinco anos, quando o modelo Andrej Pejic (hoje Andreja) começou a desfilar para coleções femininas de ready-to-wear e Alta-Costura de Jean Paul Gaultier, uma das primeiras marcas a apostar na sua imagem. Andrej podia ser tanto um menino quanto uma menina. Depois disso, Andreja chegou a subir em passarelas nacionais para a Ausländer e abriu as portas para outros modelos transgêneros como a brasileira Lea T – que, vale ressaltar, também contou com o valioso empurrãozinho de seu amigo Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy, para deslanchar sua carreira.

Mas, se a moda sempre ultrapassou as fronteiras entre feminino/masculino (especialmente com a ajuda do mundo das artes, da música e das celebridades), por que o movimento tem ganhado força agora? Para o consultor criativo e de tendências Jackson Araujo, isso passa pelo fenômeno chamado de transculturalismo, que salienta a fluidez entre as fronteiras culturais e no qual não cabem mais definições pré-estabelecidas sobre papéis masculinos e/ou femininos. “A cultura de consumo contemporânea, por exemplo, tem colocado em choque as relações tradicionais de gênero e classe social”, explica ele. “Com isso, o mapa de mobilidade social está sendo redesenhado em escala global, garantindo novos valores para os espaços públicos, imagem corporal e classe social, desafiando categorias identitárias anteriormente existentes. Basta pensar na nova classe média, no acesso ao consumo de grifes. Ou nas festas de rua, que ocupam o espaço público, colocando os cidadãos como protagonistas das novas cidades. Ou ainda, nos avanços sobre a constituição de novos modelos de família.” A tudo isso se soma ainda o poder engajador das redes sociais, que empodera, une e dá força a essa dinâmica global.

É aguardar e conferir!!!

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Fontes visitadas: ffw.com.br e Agencia Fotosite

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