Artesanato

Para este domingo, “costurices” para animar a semana!

Este foi um pedido de uma cliente e amiga muito querida e foi um prazer poder fazer parte deste momento tão especial! Obrigada pela confiança!

Para comemorar a chegada de uma princesa, com o tema da bonequinha parisiense, saindo das cores tradicionais de menina o resultado ficou muito bonito e harmonioso!

Edredon com a tradicional montagem de patch, mantinha na técnica crazy a partir da casinha encantada, almofadas com técnicas variadas e patchaplique.

Espero que gostem, seguem fotinhos!!! Beijos e até a próxima!

06 jun 2015

Hoje temos o prazer de falar sobre artesanato brasileiro, reconhecido e valorizado mundialmente, menos pelos próprios brasileiros. Daí o título do meu artigo. Acredito que “santo de casa faz milagre, sim!” e no decorrer do artigo espero que vocês concordem comigo.

Compartilho da idéia de varias instituições do setor calçadista, que afirmam que hoje, mais que preço, precisamos investir na criatividade e no design. O que vale para confecção e decoração, assim como para outros setores!

Capacidade para isso temos, sem dúvida, e podemos contar com um poderoso aliado na busca deste diferencial, e dar uma cara ao design brasileiro com a ajuda do artesanato nacional.

Artesanato riquíssimo em qualidade e variedade em materiais e estilos.

A profissionalização vem trazendo a proximidade do setor calçadista ao do artesão. Indústrias e artesãos estão buscando uma equação com saldo positivo para ambos e isso somente será possível com a boa vontade e profissionalismo das partes. Instituições tem sido o elo perdido entre as partes e os resultados são muito promissores.

Como a nossa grandeza territorial é a nossa variedade em artesanatos regionais. A criatividade e a imaginação ganham força em comunidades com recursos escassos e transformam simplicidade em arte. Elementos da natureza ganham novas formas, vida nova e cores surpreendentes nas mãos destes artistas.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nos mostram um universo talvez pouco conhecido para a maioria dos brasileiros.

Mostram o mercado externo globalizado, e extremamente receptivo a produtos diferenciados que retratem a origem e a história do povo que os produz.

“O artesanato Brasileiro movimenta anualmente cerca de 28 bilhões de reais, ou 2,8% do PIB do país, índices impressionantes que se equivalem aos da indústria automobilística. Hoje existem cerca de 8,5 milhões de pessoas trabalhando na produção do artesanato no Brasil, sendo que, 87% são representados por mulheres, que muitas vezes aprenderam o ofício com as mães, já que os ensinamentos, tradicionalmente, são passados de geração para geração. Todo esse processo atual, não só aumenta a produção e a condição de vida das famílias, como também contribui para um desenvolvimento sustentável de regiões com potencial produtivo e que muitas vezes se encontravam marginalizadas e sem perspectiva alguma.”

Fonte: http://www.brasilviagem.com

Traremos exemplos de artesanatos feitos em nosso país. Ilustrando os dados citados acima buscando unir o artesanato e o setor calçadista e de moda!

Com este artigo, mais que uma agradável leitura, buscou-se trazer a todos a informação, o contato, a possibilidade de novos negócios. A possibilidade criativa de utilizar estas técnicas de artesanato regional para a moda.

Artesanato em Sergipe:

Em Sergipe, o artesanato é tratado como obra de arte. Há grupos de bordadeiras que priorizam o acabamento perfeito das peças. O empenho aumenta as vendas e garante lucros cada vez maiores. São pontos tão pequenos que parecem uma pintura.
Em Lagarto, no interior de Sergipe, a tradição é bordar com ponto cruz, chamado dois por dois. Delicadíssimo, avesso e direito perfeito. As bordadeiras são apoiadas pelo SEBRAE. Os consultores acompanham o grupo há seis anos. Produzem em média 180 peças por mês. O grupo tem um controle de qualidade muito rígido.

Associação Comunitária Santa Rita do Açuzinho
Contato: Raimunda Alves Celestino
Telefone: 79.3635.1017


Renda Irlandesa é sucesso em Sergipe.

É da agulha que sai o sustento de quase 100 famílias. A renda irlandesa é um artesanato tradicional em Divina Pastora, cidade de quatro mil habitantes no interior de Sergipe. A técnica surgiu na Itália, ficou popular nos conventos irlandeses e chegou ao Brasil trazido por freiras no começo do século 20. O grupo tem 86 mulheres que contam com a ajuda do SEBRAE há mais de 10 anos. A técnica é a mesma da renda renascença, popular em Pernambuco. Só muda a matéria-prima. Em Divina Pastora, as rendeiras usam o lacê, um fio de seda. Uma fábrica do Rio de Janeiro é a única no Brasil a produzir o lacê. O SEBRAE estimula outras empresas a entrar neste mercado para baratear a matéria-prima. As artesãs de Divina Pastora atingiram um nível de excelência. A prova disso é o tombamento do trabalho pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A renda irlandesa virou patrimônio cultural do Brasil. Agora, o grupo quer o selo de indicação geográfica para a renda irlandesa de Divina Pastora. É um direito de propriedade intelectual que pretende eliminar os concorrentes desleais.

Associação para o Desenvolvimento da renda Irlandesa de Divina Pastora
Contato: Elizabete Raimundo dos Santos
Telefone: 79. 3271.1306


Novo Hamburgo – RS: Ateliê Manrehebrom

Nosso trabalho começou com um resgate da cultura gaucha, nos bordados em ponto favo, que são facilmente encontrados em adornos das bombachas.
A partir desses pontos, desenvolvemos muitos outros pontos, e aplicamos em couro. Nossos últimos lançamentos, foram as dobraduras em couro, bem como as flores fabricadas em couro exótico, ambas para aplicação em bolsas ou calçados, trabalhamos com tranças. O tricô com carnal pintado também é uma novidade. Toda nossa fabricação é artesanal. Conta, Marly Ritzel do Amaral.

http://ateliemanrehebrom.blogspot.com
Telefone: (51)30351804


 

Campina da Alegria – Santa Catarina: Projeto Broto do Galho

O Projeto Broto do Galho reúne artesãos da comunidade de Campina da Alegria em Vargem Bonita, no Meio Oeste de Santa Catarina que, de forma associativa e em rede, desenvolvem um trabalho artesanal a partir de resíduos industriais de celulose. A celulose provém da árvore, e o resíduo industrial utilizado vem do processo do papel, o qual era descartado. Surge então uma dupla conotação: a recuperação da celulose descartada, dando-lhe um novo uso, e o início de um projeto de propósito sócio-ambiental. Recuperamos a matéria e promovemos a sustentabilidade local.

O projeto tem como essência o conceito de sustentabilidade, levando em conta as três dimensões fundamentais, a Ambiental, Social e Econômica, e os princípios do comércio justo.  Com a transformação da matéria prima estão sendo desenvolvidas 02 coleções: Broto em papelão (objetos de papelão – descarte industrial) Paixões do Viveiro (objetos de papel machê – resíduo de celulose).

www.brotodogalho.com.br
brotodogalho@brotodogalho.com.br


São Leopoldo -RS : Cilene Costa Acessórios

Há 5 anos ingressei no grupo de artesãs da Assintecal, iniciando o meu trabalho como artesã profissional em produção de flores em couro para o ramo calçadista. A criação das flores para exposição nas feiras de calçados e acessórios é sempre um desafio. É preciso unir a moda e o estilo para criar todos os tipos de flores em couro, fibra, fita e tecido, com design inovador em formas, cores e materiais. Média de produção de 5000 unidades mês.

51 93358562 / 51 35922562
cilenegc47@hotmail.com


Florianópolis – SC: Entrenós

Lorena e Juan trabalham a arte do macramê, a matéria prima utilizada é a linha encerada 100% poliéster de alta resistência. Possui ótimo acabamento e uma ampla variedade de cores, também podem ser trabalhados nesta técnica fibras naturais. As peças a serem desenvolvidas dependem da criatividade e do desejo do cliente. Eles atendem pedidos de todo o Brasil e também do exterior, principais clientes internacionais: Portugal e Itália.

 Entre-nós
www.atitudeartesanal.com/entrenos
entrenos@atitudeartesanal.com


Novo Hamburgo – RS – Arte e Trama

A Arte & Tramas desenvolve e produz tecidos exclusivos em tear manual, trabalhando com diversos materiais, como: peles, couros, sintéticos, tecidos, fios de seda, lã pura e industrializada, algodão, juta, entre outros.
Desenvolvemos tecidos para bolsas, calçados, acessórios, decoração (revestimentos) e confecção (xales, estolas e cachecóis), conforme a preferência e necessidade do cliente.
Tudo começou quando Yasmine Noguerol fazia tecelagem como hobby. Montou uma escola onde ministrava cursos em tear de pente liso.
Desenvolveu trabalhos conceituais em tecelagem para o Centro de Design da Feevale em Novo Hamburgo e empresas de calçados e bolsas onde começou a ser utilizados os tecidos por ela desenvolvidos.
Há 5 anos participa do Inspiramais, Salão de Design e Inovação de Componente para Couro, Calçados e Artefatos, que é coordenado pela Assintecal, com o auxílio do Estilista Walter Rodrigues e sua equipe, onde é a Presidente do Consórcio Criart By Brasil.
Hoje desenvolve e produz tecidos para várias empresas, tais como: Saccaro Móveis, A.M.C. Têxtil (Colcci), Arezzo, Jorge Alex, Serpui Marie, Luz da Lua, Elisa Atheiniense, Carrano, Datelli, Cosmopolita, entre outras.

Contato: Yasmine Noguerol
E-mail: artetramas@terra.com.br
Fone: (51) 3592.0991



 Santa Catarina – Projeto Tranças da Terra

www.trancasdaterra.com.br

O artesanato feito em palha de trigo é uma marca da bela região montanhosa situada no Meio-oeste de Santa Catarina. A técnica dessa produção artesanal foi resgatada pelo Projeto Tranças da Terra, nascido da necessidade de encontrar uma atividade que identificasse a região e gerasse renda para as comunidades rurais. Lançado em 2005, o andamento do projeto demonstra que a iniciativa está transcorrendo em tempo recorde e alcançará os resultados esperados em termos econômicos, sociais e ambientais. O Projeto Tranças da Terra reúne 54 artesãos e 21 produtores de trigo envolvendo mais de cem famílias do Meio Oeste de Santa Catarina que, de forma associativa e em rede, desenvolvem um trabalho artesanal a partir da palha de trigo respeitando as raízes culturais da região. O projeto tem como essência o conceito de desenvolvimento, levando em conta a sustentabilidade social, econômica, ecológica, territorial e cultural e os princípios do comércio justo. O Projeto alcançou varias premiações.


Agradecimentos pelo apoio na elaboração do arquivo:

Thais Bertoldi Verdinelli – Técnica responsável pela área de moda SENAC-Jaú
Criart Cilene – Foto cedida pela Assintecal
Silvana Dilly – Gerente de Design e Inovação – Assintecal by Brasil
Neusa Oliveira – Consultora em artesanato de acompanhamento e negócios
Tatiana Souza – Design e consultora do atelier do calçado
Tatiana Ritzel – Design e consultora – Estúdio Compor
Neuma Ferreira – Gestora do Projeto Artesanato em Sergipe – SEBRAE

 

Étnico – inspiram estampas para o inverno 2016!

Para o inverno 2016, os temas étnicos são uma das apostas certeiras!

Este tema colorido e vibrante busca inspiração de várias culturas criando estampas maravilhosas, é uma explosão de cores principalmente das culturas Indiana, Africana e dos povos do Himalaia!

Confira nos slides abaixo e inspire-se!!! Crie a sua estampa!

04 maio 2015

 

erica-javaroni-dicionario-linha

Linha de costura – em retrós ou cone, para costurar ou para bordar? Aqui, como no caso da agulha teremos um capítulo à parte para falar sobre tipos de linha, pois são muitos. A escolha correta da linha, assim como da agulha vai interferir diretamente no resultado do seu trabalho. A que mais uso são as de algodão. Mas vale a pena conhecer os tipos existentes e fazer a sua escolha. As informações foram retiradas do site WikiHow. Link da Matéria.

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Lápis preto/ lapiseira: vamos precisar de lápis ou lapiseira para fazer o traçado dos moldes. Cada pessoa acaba optando por um tipo, o mais aconselhável são as lapiseiras 05 ou 07. Quanto mais fino o traçado mais limpo e preciso fica o molde. A lapiseira mantem o traçado sempre igual, já o lápis as vezes fica com a linha mais fina depois mais grossa.

Borracha: Grande branca e macia – utilizamos para correções das modelagens.

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Alicate de pic: para fazer marcação de dobras, termino de costura, profundidade de pences e pregas, área para franzir fazemos estas marcações no molde.

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Furador / scrul punch: Faz furos centrais no molde, onde um furador comum, desses que a gente usa em escritório não alcança. Por exemplo: Final de pence, localização de bolso de camisa ou calça, etc.

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Alfinete de segurança: os tamanhos são os mais variados. O interessante é que você tenha alguns tamanhos, um de cada. Ele poderá auxiliar a fazer algumas operações de costura, como virar um rolete.

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Pincel de pintura: ter uns 3 números, você não vai acreditar!! Mas vamos usar o cabo do pincel para acertar os biquinhos da gola, do punho, do revel, ele deve ser de diferentes tamanhos e arredondadinho para não furar o tecido. Ajuda muito!

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Zíper comum: Zíper é um fecho utilizado em diversos tipos de roupa, sejam elas casacos, calças, vestidos, jaquetas, etc. O zíper é feito de dois cadarços com dentes metálicos ou plásticos, que se encaixam a medida que movimenta uma lingueta (cursor), fazendo com que o zíper fique aberto ou fechado. Ele é vendido por tamanhos fixo(cm) ou por metro. Chamado de zíper comum pois ele fica aparente na peça. É colocado (costurado) com o pé (sapata ou calcador) de costura normal da máquina.

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Zíper invisível: seguindo a mesma definição do zíper comum, porém para colocá-lo na peça há a necessidade de utilizar um pezinho especial para pregar zíper invisível (pé calcador para zíper invisível ou sapata para zíper invisível) e como o nome diz ele fica invisível na peça. Conheça os tipos de zíperes disponíveis no mercado clicando aqui. LINK – material do site: Tania Neiva.

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Colchete de gancho: são peças simples de metal em forma de gancho, sendo um lado macho e a outra fêmea. São usados em peças de roupas para fazer fechamento e são normalmente costurados à mão, há modelos de colchetes que são presos as peças por garras de metal. Os colchetes também podem vir já aplicados em fitas de tecidos.

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Colchete de pressão: são semelhantes aos botões de pressão, mas são costurados à mão. São compostos por duas peças, macho e fêmea. Por serem pequenos e delicados normalmente são utilizados em peças de atelier e infantis.

Continuem tendo além do material, paciência, tempo e dedicação!!! Aguardem continuação do nosso dicionário.

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