18 abr 2015

 Hêlo Rocha para Têca

Uma coleção de impacto!

A Inspiração veio do universo dos orixás e do candomblé. Helô e o stylist Dani Ueda criam imagens fortes, poderosas e sensuais. Aquela mulher que encanta e dá medo ao mesmo tempo! Rendas maravilhosas!

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Patrícia Viera

Trabalhos em couro maravilhosos! Você precisa tocar para identificar, impressionante.

Kláucia Badaró assinou todas as estampas artesanais inspiradas na Costa Rica!

Os trabalhos artesanais como sempre foram valorizados!

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Lenny Niemeyer

Modelagem impecável, além da moda praia as roupas tiveram destaque na coleção.

Seu segredo está justamente em transpor tão bem o lifestyle da praia em suas roupas, que nós temos vontade de usa-las também quando estamos longe do mar e Lenny torna isso totalmente possível. A sensação “easy breezy” e o conforto somam-se a modelagem, a inovação e a design.

Nesta estação, ela olha para os clássicos bailes de carnaval, com sua inocência e seu glamour. O desfile é dividido em cinco momentos: Marinheiro, com listras branco e marinho e referências às redes; Malandro, em que aparece a alfaiataria; Pierrô, com as peças mais usáveis – e desejáveis – da coleção (lindas batas de algodão texturizado); Carmen, em versão preto e branco com alguns detalhes de flores e um bom trabalho com babados plissados; e por fim, chega a quarta-feira de Cinzas, com texturas que remetem ao Carnaval, como serpentina, que vemos nos looks de “penas” cortadas a laser e na organza com tiras de paetê floral. Contemporâneo e de gosto refinadíssimo, assim como a estilista.

 

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17 abr 2015

Samuel Cirnansck

Lustres gigantes reproduziam um cenário clássico do cinema mundial: o salão de baile do hotel do filme “O Iluminado” (1980), de Stanley Kubrick. A referência vem da festa fantasma que o personagem de Jack Nicholson vê numa das cenas, e que teria acontecido nos anos 20, época na qual o estilista se inspira para criar sua coleção do verão 2016 e comemorativa de seus 15 anos de carreira.

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 GIG Couture

Quando o tricô ganha design de moda, a técnica é elevada a um patamar fashion irresistível. Vira um misto de experiência tátil de textura com o shape que tem conforto e ao mesmo tempo caimento com desenho contemporâneo e sacadas de estilo. A estilista Gina Guerra foi buscar nas pinturas e na arquitetura art noveau de Mackintosh, respectivamente, a cartela de cores e as estampas, que incluem efeito tridimensional graças aos volumes criados no próprio jacquard feito no tricô.

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Iódice:

A Bahia foi inspiração para Iódice, o que é que a baiana tem?

Tem pantalonas, cintura alta, turbantes e rendas!

A utilização do metalizado na coleção foi um ponto alto!

Com peças fluidas, estampas leves e femininas, trouxe uma baiana sensual sem exageros, moderna e sofisticada.

Peça marcante na coleção foram as calças saias, com mix de textura entre o linho e a renda.

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16 abr 2015

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O tema explora a transformação da moda em diferentes períodos. Tem início em meados dos anos 1960 nas ruas de Londres, passa pelo mundo em ebulição social e geopolítica do início dos anos 1970 e termina no final da mesma década, com muita festa, brilho e drogas nos clubes noturnos de Nova York.

Três pontos fundamentais, sob a ótica do ano 2015, são determinantes para a construção dos looks que este tema inspira: geometrismo, etnofolk global e disco glam.

Tecidos: malhas encorpadas, texturizadas; malhas fluidas, com brilho laqueado, lurex, paetês; malha tricô; tecidos sintéticos; transparências; tecidos naturais, linho, índigo, voal; couro, suede; perfurados; tricô; jacquards; veludo; chiffons, georgettes, creponados; sarjas e jeans.

Cores: terrosas, laranja, amarelo, fúcsia, azul, vermelho, verde.

Estampas: listrados multicoloridos; geométricos; florais etnofolk; tie-dye; sombreados; patchwork, foulard, pele de cobra e onça; fundo de mar; camuflagens de batalhas e jardins.

Formas e detalhes: linha A em saias e vestidos curtos; fluidez em vestidos longos, decote V profundo; laçagem cruzada; babados; pontas; fendas; franjas; total look; macacão; camisa; calça flare; batas e túnicas; saião e sainha; saharienne; camisão militar.

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16 abr 2015

Desfile Ronaldo Fraga:

Trouxe para a passarela sereias de idades variadas e seis a mostra. O mar esteve mais uma vez presente e trouxe agora elementos como flores, bordados, tramas rígidas e rendas lindíssimas, em silhuetas mais soltas. Ao final do desfile foi aplaudido de pé.

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Desfile Isabela Capeto:

Concordando com Carolina Vasone: “Os fashionistas amantes do handmade levado às últimas consequências podem dormir em paz novamente: Isabela Capeto está de volta, e não decepciona com suas preciosidades artesanais.”

Uma oferenda para Iemanjá é o ritual de renovação que simboliza seu retorno às semanas de moda, depois de cinco anos desde seu último desfile, no Fashion Rio. O verão 2016, portanto, é o próprio presente à rainha do mar, confeccionado com muito esmero.

Destaque para os lindos acessórios da designer Brenda Vidal, de prata e prata banhada com ouro amarelo, que transformavam conchas, estrelas do mar e pérolas em braceletes, colares e brincos.

Sinceramente não gostei da proposta dos cabelos para o desfile.

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Desfile Reinaldo Lourenço:

A inspiração da coleção veio da escritora francesa George Sand, pseudônimo de Amandine Aurore Lucile Dupin, uma das primeiras mulheres a usar roupa de homem. E foi assim, nesse jogo masculino x feminino,segundo Reinaldo, “os opostos de atraem”. O ponto máximo da dualidade mulher x homem foram os smokings e fraques femininos. Formas de construção e desconstrução destas peças.

As principais diretrizes do estilista misturaram bermudas pretas com leves blusas com mini babados contrastantes. Fraques desconstruídos viraram coletes sob tops transparentes ou de renda, e saias que imitam as faixas típicas da vestimenta masculina combinaram com ankle boots, que pareciam meias e scarpins. Na parte mais festiva da coleção, macacões cropped e vestidos na altura do joelho com tiras brilhantes e decotes profundos chamam a atenção.

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Desfile Lolitta:

Superfeminina, cinquentinha, o vestido de laise verde no fundo preto com recortes de vivos encerra a adorável série verde da coleção, que inclui conjunto de saia e blusa com mix de estampas florais e outro vestido com shape bem 50’s. A partir do tricô, a grife consegue efeitos de tressê, renda, tricô de couro, garantindo um mix de texturas que enriquece a roupa.

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Desfile Salinas:

 Alegre, colorido inspirado no Marrocos. Adorei!!!

Peças como batinhas e acessórios como maxibrincos, chinelos no melhor estilo Rider e sandálias gladiadoras complementam a proposta da marca para o Verão 2016.

Com as modelagens revistas teremos além doa clássicos lacinhos, modelos mais largos, com cintos e tops mais fechados.

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15 abr 2015

Desfile Osklen

Branco, preto, vermelho!

Inspirada na cultura indígena, a Osklen se baseou nos trajes do povo Ashaninka, habitantes da Floresta Amazônica, e interpretou-os ao jeito cosmopolita e contemporâneo de ser.

Modelagem reta, solta e baseada na simplicidade! Elegância pura!

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 Desfile Ellus

Inspiração no Marrocos, peças artesanais com edições limitadas, o maravilhoso jeans de cintura alta e jaquetas multibolsos.

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Desfile Sacada

O artsy e o futurismo retrô são os protagonistas do Verão 2016 da Sacada. Em um clima “balneário vintage”, a marca traz para a passarela shapes elaborados e elementos gráficos que remetem ao criativo 60’s.

Branco, preto e branco, laranja, vermelho e azul Klein!

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14 abr 2015

Começou!!!

A 39ª edição do São Paulo Fashion Week celebra os 20 anos da maior semana de moda do hemisfério sul e homenageia o fazer – o fazer que constrói, inclui, inspira, educa e transforma a partir do trabalho e esforço das mais diversas pessoas, em torno de objetivos comuns. “O fazer é otimista, posiciona, proporciona identidade, dignidade. Nesta edição, vamos falar das pessoas. O poder das pessoas está no fazer, nos elos que se constroem a partir destas relações. É a moda cada vez mais humanizada”, afirma Paulo Borges, diretor criativo do SPFW. A partir da concepção de Paulo Borges, a cenografia da edição tem projeto e realização da Fresh Design. O SPFW acontece de 13 a 17 de abril no Parque Cândido Portinari, em São Paulo. Com um calendário intenso, a temporada verão/2016 abriga exposições e ações, mais uma vez levando conteúdo de moda para toda a cidade.

Cavalera

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Índios Yawanawá com Reynaldo Gianecchini e Alberto Hiar no backstage da Cavalera ©Reprodução/Instagram

E PARA começar, foi assim – Desfile da cavalera,

para entrar para a historia da marca.

Oito horas de barco, sete de carro e outras cinco de avião. Esse tempo – quase o suficiente para uma pessoa cruzar o mundo em uma viagem de avião – foi gasto pelo grupo de 20 índios da tribo Yawanawá para atravessar o país e vir do interior do Acre até São Paulo, a convite da Cavalera. Eles se apresentam durante o desfile de Verão 2016 da marca, que aconteceu nesta segunda-feira (13.04)

Branco!!!

No primeiro dia de SPFW o branco confirmou presença plena para o Verão 2016. As grifes UMA, Animale e Patbo apostaram em looks brancos monocromáticos! Confiram!!!

Clique nas imagens para ampliar.

13 abr 2015

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O mundo dos esportes continua garantindo seu espaço no mundo fashion. Os elementos do mundo esportivo continuam inspirando looks jovens, cheios de boas vibrações e humor!

Na ocupação de espaços públicos para a prática de esportes radicais ou pura diversão, todos os estilos relacionados à moda, música e arte se misturam num processo contínuo de interinfluências. Regras são quebradas ou renovadas e novos fundamentos surgem a cada instante fazendo rodar, em alta velocidade, a engrenagem alegre e criativa do estilo jovem.

Spots: skate; bike; parques, praças e ruas metropolitanas; cultura pop; eletrofunk; 20 anos; roupa de academia; anos 1980; it’s play time; Barbie’s mood; games eletrônicos; beijo na boca; geração Y.

Cores: vibrantes: pink, azul, amarelo, verde; branco; rosa.

Tecidos: malhas sintéticas; malha tricô leve; rib; neoprene; mesh; arrastão; couro sintético; moletinho; mesclados; malhas texturizadas; tule; malhas e tecidos tecnológicos; jeans.

Formas e detalhes: short boxer; bermuda ciclista; bermudão; camisetão; team shirt; nadadora; regata; body; camiseta polo; bata polo; t-shirt pull; vestido camiseta; calça jogger; jaquetinha bomber; saia skater; recortes ergométricos; recortes transparentes; recortes vazados; zíper; matelassê; retilíneas; elástico.

Estampas: números; grafite; escritos; logos; mensagens; estrelas; poás; boquinhas; listras; listrado faixa de solo; bloco de cor; ilustrações surrealistas; quadricromia; camuflagens.

Foto: Senac Moda Informação 2016 – Carla Costa.

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31 mar 2015

summer-lady-erica-javaroni
Com referências nos anos 50, utiliza de tecidos menos fluidos e mais estruturados formando a silhueta ampulheta. (Menos volume em cima e mais volume na parte de baixo). Através de uma linguagem renovada, traz como carro chefe a cintura marcada e o top cropped dando um ar de malícia ao tema, uma pitada de pin-up. Destaque para a modelagem e acabamentos impecáveis que valorizam as formas femininas.
Para a noite temos um pouco de transparência, seja através de tecidos um pouco mais fluidos ou pelas telas e rendas.
Peças elegantes, delicadas e muito bem acabadas regem o tema!
É a cara da menina rica e bem criada!
Cores:
Confira nas imagens cartela de cores para este tema.
Tecidos:
Crepes encorpados, cetim estruturado com ou sem elastano, poliéster leves para alfaiataria, tweed leve (poliéster/algodão), gorgurão (poliéster/algodão), Brocado Poliester/algodão), Voal maquinetado, Bordado inglês, cotton satin pesado, Chevron, tweed leve, algodão pesado jacquard, guipire, renda em poliéster, rendas em algodão, rendas com efeitos devore, cordonê bicolor, tule bordado, plissado, organza, viscolycra, moletinho.
Misturas interessantes:
Bordado inglês + Guipire
Tule bordado e cetim
Tule bordado e malha viscose
Malha flamê + viscose + poliamida
Tweed leve + ponto Roma
Padronagens:
Listras variadas e coloridas
Listras padronizadas, preto e branco por exemplo
Animal print revisitados em menor quantidade com cara de manchados, misturados a outras estampas.
Destaque para estampas coordenadas!

Foto: Senac Moda Informação 2016 – Carla Costa.

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“A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA EM MODA PARA DESENVOLVER UMA COLEÇÃO”

 Quando falamos em pesquisa de moda, estamos falando de “pesquisa” ampla.

Esta área exige uma pesquisa cotidiana não apenas em itens relacionados à moda, mas a comportamento, cultura (arte em geral), cenário político e econômico. Enfim precisamos estar plugado no mundo para então elaborarmos uma pesquisa de moda fiel e real, expressão de todo este cenário.

Para que a pesquisa de moda transforme-se em produtos e que estes nos tragam resultados positivos não existe outro caminho a não ser conhecer cada vez mais o produto e o publico a que ele se destina.

Quando falo “conhecer o produto” estou me referindo a estar ativo e participante de todos os lançamentos em termos de tecnologia, processos e materiais do setor. Não podemos nos acomodar. A todo instante há algo sendo recriado e modernizado e precisamos acompanhar esta evolução.

A cada palestra, a cada oficina, a cada artigo lido, a cada feira visitada, a cada viagem reavivamos os nossos conhecimentos e acrescentamos algo novo ao nosso repertório. Estas informações conscientes ou inconscientemente interferem no processo de criação.

Conhecer o cliente é vital para o sucesso da empresa. Se não conhecemos quem vai consumir e utilizar o produto, não temos referenciais para criá-lo, para melhorá-lo.

Precisamos mapear o perfil deste consumidor, sabermos a faixa etária, sexo, religião, classe social, características físicas, renda, quais são seus valores, qual o seu estilo de vida, seu comportamento social, sua localização geográfica, psicográfica. O perfil do consumidor deve ser pesquisa constantemente.

Para chegarmos ao público alvo da empresa, precisamos ainda pensar quem é essa empresa. Ter claro alguns pontos fundamentais como a Missão, a Visão e os Valores que iremos trabalhar. Parece obvio, porém como já ouvimos muito: o obvio não existe.

Estes pontos fundamentais não bastam estar em um quadro na parede da empresa com definições executadas em palavras bonitas por um consultor externo de marketing que passou um período pela empresa.

Estas definições devem estar impressas no DNA de todos que trabalham ou passam pela empresa. Devem ser o oxigênio que impulsiona a empresa, somente assim ficarão claras e evidentes aos nossos clientes, fornecedores e colaboradores. E claro, aparecerão nos produtos.

Assim, definindo para quem estaremos desenvolvendo determinado produto, iniciamos a pesquisa de moda de forma ágil e com foco.

Cada profissional acaba no decorrer dos anos de trabalho criando seu próprio roteiro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

Vou falar um pouco da forma como costumo trabalhar no desenvolvimento de coleções para calçados.

Após definido o publico alvo a ser atingido é importante montar um painel com imagens para deixar na sala de criação. Imagens que definam este público, principalmente através do seu estilo de vida.

Revisito a missão, valores e visão da empresa para avivar o caminho a ser seguido e então parto para a escolha de um tema para a coleção.

A escolha do tema exige muita pesquisa, pois é fundamental que o tema toque o nosso público alvo imediatamente quando se defrontar com o produto.

Ele é a história que queremos contar através da coleção. Ele deve estar totalmente alinhado com a imagem da empresa. A cada coleção estamos trabalhando na fixação da marca no mercado e como ela é vista pelos consumidores. Somente a partir de um tema teremos uma coleção, com identidade visual, mix de produtos e não produtos soltos.

A partir do tema temos a “inspiração” para todo o universo da coleção, para toda a comunicação visual como a estampa a ser utilizada, a caixa, a sacola da loja, o uniforme das colaboradoras, os banners para eventos e feiras, catálogos, exposição do produto, site, enfim, todo o material publicitário seguirá esta linguagem.

Monto um painel do tema como referencial de pesquisa com imagens marcantes sobre o assunto.

Tema escolhido: passamos para uma ampla pesquisa para o aprofundamento do assunto, através de revistas, livros, sites, viagens, entrevistas com pessoas envolvidas, recolho todo o material e monto um acervo. A seguir mantenho o acervo separado por componentes, materiais, texturas, formas e cores, o que facilita o trabalho.

Simultaneamente estamos recebendo informações das tendências internacionais, que também estão divididas em temas globais e fornecem materiais e cartelas de cores. Estas informações vêm através de sites, desfiles, palestras, books de tendências e viagens internacionais.

Analiso cada tema internacional e busco elementos para o tema escolhido. Nunca esquecendo o publico para quem estou desenvolvendo este produto, ou seja, adéquo às tendências internacionais ao meu tema “local”. E não o meu tema e o meu publico as tendências internacionais.

A montagem da cartela de cores é conseqüência de todo este processo e deve ser minuciosamente estudada. As cores podem dar vida a uma coleção como também poderão levá-la a findar antes do tempo.

Repetindo-me, também para a escolha das cores o conhecimento do público alvo é fundamental.

As estruturas que vou utilizar são baseadas no publico que vou atender e adequadas às tendências de moda. A única palavra que serve hoje sem duvida para todos os públicos é a palavra conforto. As pessoas além da beleza, do estilo, materiais e cores buscam o conforto. A correria do dia a dia não nos permite mais passarmos dores e desconfortos para nos sentirmos bonitas.

Queremos beleza com conforto.

Através do tema e da pesquisa realizada parto para o desenvolvimento dos modelos. Quando partimos deste processo, os produtos desenvolvidos têm a cara da empresa, a cara do nosso cliente. Destacam-se e não caem no comum. Tem personalidade e identidade.

Os clientes identificam-se com o produto, passam a desejá-lo. Afinal foi feito para ele, respeitando as suas preferências. Há uma energia no produto.

Todo esse processo de pesquisa, escolha do tema faz com que tenhamos um histórico de coleções da empresa, que a cada novo desenvolvimento deve ser revisitado e aproveitado. Por este motivo vemos modelos em várias empresas que estão há alguns anos na coleção apenas com nova roupagem.

Não é á toa. São pesquisas de público, pesquisa de moda e históricos que nos dão a segurança para mantê-los ativos e marcam a identidade da empresa no mercado. A cada coleção contamos mais um capítulo da historia da empresa e não jogamos tudo fora e iniciamos do zero.

Quando não temos estes controles na pesquisa de moda é como se a cada coleção a empresa estivesse se lançando no mercado e não dando continuidade a um trabalho de anos. Quando temos este histórico bem trabalhado, ficamos mais próximos aos nossos consumidores, com maior credibilidade neste mercado tão competitivo.

Infelizmente muitos empresários ainda acham que a pesquisa de moda é perda de tempo, não entenderam a sua vital importância para o sucesso da coleção, para a manutenção dos clientes e a longevidade da marca.

Mais que informações, a pesquisa de moda traz personalidade e exclusividade ao produto.

O trabalho é constante, bastante árduo e de longo prazo. É um investimento necessário para quem quer manter-se e crescer no mercado.

A pesquisa de moda está muito além de viajar duas ou mais vezes ao ano para a Europa e fotografar vitrines. As pessoas voltam com mais de mil fotos e montam uma “colcha de retalhos”. Isso não é uma coleção, não é pesquisa de moda.

Das viagens precisamos trazer mais que fotos, precisamos trazer cultura e experiências. Esse repertório sem dúvida acrescentará ao produto e ao trabalho desenvolvido.

Precisamos de profissionais para desenvolver este trabalho, serio e de muita responsabilidade. Precisamos que este profissional tenha espaço para trabalhar dentro da empresa e seja respeitado e reconhecido, pois ele tem nas mãos o trabalho de muitas outras pessoas. Um trabalho bem feito na área de pesquisa de moda gera empregos e traz estabilidade, credibilidade, o contrário também é verdadeiro. Uma coleção que não foi bem pesquisada, estruturada, pode causar prejuízos muitas vezes irreparáveis e demissões.

 Espero ter contribuído para a sua pesquisa de moda e para o desenvolvimento da sua coleção. Bom trabalho.

 Até breve,

 Matéria para Revista Polo.

26 mar 2015

Macacão

Devagarinho foi ganhando o coração das mulheres e espaço nos seus guarda-roupas! Acho que não vão embora tão cedo!

Inspirado no universo masculino pelos uniformes de operários, pilotos, soldados e mecânicos, a peça confortável e prática começa a ganhar força no universo feminino nas décadas de 70/80.

Teve um período de esquecimento, onde aparecia raramente no corpo das descoladas. Com passar do tempo foi ganhando linhas mais femininas e com os acessórios certos vai do dia-a-dia para a festa!

Hoje temos macacão nas mais diversas modelagens. Destaque para as jardineiras, modelos vindos da alfaiataria e aqueles mais soltinhos.

É uma peça que ficou muito tempo restrita ao uso por pessoas magras e altas, até hoje rola uma certa insegurança para quem não tem este biótipo no uso da peça. Não é?

Vamos dar algumas dicas para você escolher o macacão que melhor se adequa ao seu biótipo.

Altas e magras – Pode usar e abusar do uso do macacão, não precisa se preocupar com o achatamento da silhueta. Pode usar o macacão com cinto contrastante criando uma divisão visual e não deixando a pessoa que já é alta mais alongada ainda. Todas as modelagens cabem aqui!

Estatura baixa – Evite pernas amplas, usar macacão com calçados flat, tomara que caia, pois achatam ainda mais a silhueta. Procure peças que terminem antes do tornozelo ou você também pode virar a barra de um jeito descolado. O efeito vai alongar a silhueta. Busque modelos de corte reto ou mais ajustados e abuse dos saltos!

Fofinhas – Ao contrário do que muitas pensam, o macacão por ser peça única cria um efeito que alonga a silhueta e afina o corpinho, sem bolsos ou pregas e com uma única cor. Opte pelas cores mais sóbrias e será uma ótima opção para baixinhas e gordinhas. Outra dica, caso o seu quadril seja bem largo, continue com as dicas acima e acrescente uma manga ¾ na peça para equilibrar sua silhueta, coloque cinto da mesma cor da peça afinando e marcando a cintura.

Além de optar por cores sóbrias e mais escuras, procure peças lisas e tecidos mais estruturados onde as pernas possam ser mais ajustadas e a parte do corpo mais soltinhas evitando marcar o que você quer esconder.

Na dúvida opte pelo decote V que cai bem para todas e ajuda alongar a silhueta.

Além do clássico macacão preto, outras opções para o momento são os marinhos, jeans e verde militar.

Abuse de colares e brincos coloridos para levantar o look. Outras peças que casam muito bem são os coletes e as jaquetas que ajudam a dar mais de uma versão para a peça!

Experimente!!!! Você vai se apaixonar!

Beijocas e até o próximo post!

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